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CASAMENTO HOMOSSEXUAL UM RITO SEM FINALIDADE. PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Tania Jamardo Faillace   
Seg, 15 de Outubro de 2012 19:01

Por Tania Faillace

Jornalista e escritora

 

Pergunta-se: qual é a finalidade do casamento?

Unir pessoas para praticar sexo, não é.

Pode-se praticar sexo sem casamento.

Garantir bens e heranças?

Tampouco, porque quaisquer pessoas, que não tenham herdeiros necessários, podem legar seus bens a quem quiserem, até a entidades, associações ou órgãos públicos.

Também não é necessário para administrar bens ou garantir propriedades em comum: qualquer contrato cível resolve isso perfeitamente.

Qual é, pois, a finalidade do casamento?

Por que foi ele inventado?

Originalmente, para unir tribos, clãs, dinastias e famílias e seus respectivos bens e estabelecer claramente os direitos de sucessão.

 

Por um bom tempo, os casamentos só se davam entre nobres ou proprietários, e sempre em forma de um contrato em que direitos e deveres eram bem especificados. A bênção religiosa nupcial não tinha qualquer relação com o código civil. Tratava-se de um ritual  de finalidade espiritual ou religiosa, no sentido de abençoar a prole futura e a prosperidade da nova família.

Aí estamos: a instituição do casamento formal atendeu ao interesse em formalizar a fundação de uma nova família. Pai e mãe unidos em redor da casa e seu entorno, e dos filhos que herdarão esses bens e os administrarão e cuidarão dos velhos pais quando for chegado o momento.

Não há, pois, razão para  o casamento, quando não se inaugura uma nova família cujo futuro é preciso proteger, tanto para impedir o esbulho dos bens como garantir o sustento dos sobreviventes na falta de seu cabeça.

Viúvas e órfãos são citados frequentemente em todas as crônicas, e também textos religiosos. Essa, pois, é a função do casamento: estabelecer a sucessão hierarquicamente e garantir o sustento e orientação das novas gerações.

Entre a população sem bens, o casamento servia para estabelecer os compromissos com a prole e sua educação e orientação, havendo a clássica divisão de trabalho: ganhar a vida economicamente lá fora; e cuidar dos menores e dos idosos da família dentro de casa.

O mundo mudou. As mulheres também trabalham fora. Quando começaram a trabalhar fora de maneira sistemática, os salários baixaram. Ou o contrário, as mulheres foram trabalhar fora, quando os salários dos cabeças da família baixaram. Onde uma única pessoa garantia o sustento de toda a família, tornaram-se necessárias duas. Uma grande vantagem para o patronato em geral, que passava a contar com dois trabalhadores pagando o valor equivalente a um só. Mais... como o salário da mulher sempre foi inferior ao do homem, boa economia patronal estava aí.

Já se vê que o casamento tem razões diferenciadas, conforme a classe social.

Com o advento da previdência social, o casamento serviu para garantir a família sem bens ou renda própria, na falta do cabeça, através das pensões (estas mesmas que o Ministério da Previdência quer liquidar aos poucos, conforme anunciou recentemente  Leonardo Rolim, secretário de políticas do Ministério).

Agora, me expliquem, em que se encaixa nesse contexto, o casamento entre homossexuais? Torna-se um rito sem finalidade, a não ser uma encenação do tipo teatral, por parte de pessoas muito problematizadas com sua identidade sexual, que não se aceitam como são, não querem mudar, e tentam simular que são o que não são, mediante um ato vazio, feito de mera aparência, em seu caso.

A menos que se trate de um assalto à previdência social, estabelecendo dependências econômicas de tipo legal dentro de uniões que antes eram livres.

Do ponto de vista legal, quem deve alimentos a quem, em caso de separação? O mais velho, o mais novo? O maior salário? A partir do primeiro dia, ou após um período de carência? E cada nova união após divórcio, obrigará à multiplicação de pensões pagas, como ocorre hoje nos Estados Unidos nos casamentos comuns? Quem deixará pensão a quem, em caso de morte?

Por outro lado, há interesse por parte da cultura moderna neoliberal e sexualmente permissiva, no incremento da população homossexual, como uma garantia contra a superpopulação, e um controle eficiente da natalidade.

O casamento formal, pois, tentaria respeitabilizar a união para que fosse aceita no grupo social maior, e mais pessoas fossem estimuladas a seguir o exemplo, e este fosse ensinado às crianças como pretendia o ex-ministro da Educação, através de uma cartilha escolar sobre o assunto, que a presidente Dilma vetou.

Do ponto de vista cristão, não tem qualquer justificativa. Foi dito a Adão e Eva: crescei e multiplicai-vos. Assim, não há razão alguma para casamentos formais, quando não houver  a possibilidade e a intenção reprodutiva.

Com relação à adoção: hoje é possível uma pessoa solteira adotar uma criança após passar pela análise do Juizado da Infância. Não é preciso casar para isso. E a adoção de crianças por homossexuais, obviamente levaria à orientação homossexual da criança - a educação vem do exemplo, mais que das palavras - e assim se garantiria a redução da taxa de natalidade no País, e talvez no mundo, se a prática se generalizar.

Talvez fosse ainda mais fácil proceder à esterilização das pessoas na adolescência, ainda que os medicamentos atuais e os agrotóxicos, já estão feminilizando as novas gerações, onde nascem menos homens, ou estes não se virilizam. Tais produtos simulam os hormônios femininos e inibem os masculinos.

Acabaremos imitando as abelhas: um monte de fêmeas estéreis, uma fêmea fértil com algumas suplentes, e um único macho - os demais são exterminados.

 

Como citar este artigo: FAILLACE, Tânia Jamardo. Casamento Homessexual um Rito sem Finalidade. Revista Digital Canal Eletrônico. Disponível em http://www.canaleletronico.net/index.php?view=article&id=570. Acesso em:__/__/__.