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COOPERATIVA DE CRÉDITO, SOLUÇÃO PARA OS PEQUENOS EMPREENDEDORES. PDF Imprimir E-mail
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Escrito por Canal Eletrônico   
Dom, 05 de Julho de 2009 14:23

COOPERATIVA DE CRÉDITO


- O que é cooperativismo de crédito


O cooperativismo surgiu na Europa entre 1820 e 1840 quando surgiram na França e na Inglaterra, as primeiras cooperativas.

O cooperativismo de crédito, uma de suas vertentes, vem sendo responsável por algumas marcas significativas, das quais destacamos:

Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Portugal, Estados Unidos e Canadá o utilizam para a formação de poupança e o financiamento de iniciativas empresariais, visando o desenvolvimento local de forma sustentável;

De acordo com a Agência de Estatística da União Européia (Eurostat), as cooperativas de crédito representavam, no ano 2000, 46% das instituições de crédito da região e foram responsáveis por 15% das operações de intermediação financeira;

Na Holanda, o Rabobank Group formado por 397 cooperativas de crédito administra ativos totais de 360 bilhões de Euros, valor equivalente à soma de todo o sistema financeiro brasileiro;

Na Alemanha, o DG Bank, que administra ativos totais de 600 bilhões de Euros, também foi criado a partir de cooperativas de crédito;

Na Espanha, o grupo Mondrágon, que na década de 50 reativou no país as cooperativas industriais, hoje controla um grande banco, a Caja Laboral Popular;

O BankBoston originou-se a partir de uma cooperativa de exportadores e importadores, criada no fim do século XVIII;

Em países como a Irlanda e o Canadá as cooperativas de crédito vem ocupando os espaços deixados pelas instituições bancárias nas pequenas comunidades, ofertando serviços mais adequados as necessidades locais.


-  O Cooperativismo de Crédito no Brasil


No Brasil as primeiras cooperativas surgiram no início do século XX, em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Elas são regidas pela Lei Complementar nº 130 de 17/04/09 que inseriu as cooperativas de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN),  combinada com a lei 5.764, de 16 de dezembro de 1971, que define a política de cooperativismo, institui o regime jurídico das sociedades cooperativas e dá outras providências.

As cooperativas são sociedades civis, compostas por pessoas, com forma e natureza jurídica próprias, sem fins lucrativos e não sujeitas à falência. Adicionalmente, as cooperativas de crédito são instituições financeiras integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). conforme a LC 130 antes referida. Por essa razão, seu funcionamento é definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e suas operações fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil, que para tanto emite os atos normativos necessários.

O jurista Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. avalia como vantajosas as operações creditícias com cooperativas que tenham por objetivo a concessão de crédito e a prestação de serviços financeiros a seus associados, pois, geralmente emprestam a menores taxas, remunerando aplicações taxas maiores, cobrando menores tarifas e com menores exigências, quando comparadas aos bancos e financeiras.

Rogowski cita o exemplo do cheque especial  motivo de dores de cabeça para os brasileiros, nas cooperativas de crédito os juros no cheque especial e nos empréstimos são bem menores em comparação ao setor bancário convencional, e ainda podem garantir sobras no final do ano. Atualmente, as cooperativas de crédito cobram taxas de juros mensais no cheque especial que variam de 3,9% a 5,8%, abaixo das médias cobradas pelos bancos, e na avalição do jurista, a tendência é de queda nesses percentuais.

Ao incentivar a consolidação e a expansão do cooperativismo de crédito, o Governo também espera uma sensível redução nas taxas de juros e tarifas cobradas pelas cooperativas.

Os principais desafios seriam, em resumo:

a) fortalecimento do sistema - pelo aumento do profissionalismo, induzido por instrumentos como o "ranqueamento" de centrais, a certificação para gerentes, o aumento de exigências para a homologação de nomes de administradores de alguns tipos de cooperativa e a capacitação do cooperado visando ao seu maior envolvimento nos negócios da sociedade;

b) aperfeiçoamento estrutural - por intermédio da reformulação do papel das confederações e da estratificação em níveis de maturidade que permitam a adoção de tratamento diferenciado para aquelas que realmente mereçam esse tratamento;

c) viabilização das que nascem pequenas - mediante a criação de mecanismos que possam, uma vez determinado o potencial de crescimento de um determinado grupo, permitir que esse grupo sobreviva ao período inicial de maturação.

Condição de ingresso na cooperativa

– Pela legislação atual, é possível se associar em cooperativas de crédito específicas de categorias profissionais (agricultores, funcionários municipais e outros) ou ingressar em cooperativa de livre admissão, que aceita todos os interessados, pessoas físicas ou jurídicas.

Serviços prestados aos cooperados

Empréstimos

Cartão de crédito

Emitidos por Banco Cooperativo que mantém convênio com as principais operadoras de cartões de crédito, são aceitos pelos estabelecimentos credenciados em todo mundo.

Cartão de saque

Possibilita a realização de saques em terminais eletrônicos e pagamentos de compras em estabelecimentos credenciados. As despesas efetuadas são debitadas diretamente na conta corrente do titular.

Conta corrente

A Cooperativa mantém convênio com um banco comercial, visando à integração da cooperativa ao serviço de compensação de cheques e outros papéis. O convênio permite que os cooperados recebam talão de cheques cooperativos de suas contas correntes na Cooperativa. Estes cheques têm livre trânsito como qualquer outro cheque.

Todo mês, o cooperado recebe em sua casa o extrato de sua conta corrente, com demonstrativo de sua movimentação financeira e informações de interesse com relação aos produtos, serviços e promoções da Cooperativa.

Através de acesso telefônico ou via Internet o cooperado, usando a sua senha, poderá solicitar talão de cheques que serão entregues em seu domicílio no prazo de 72 horas.

As tarifas cobradas são menores que as dos bancos comerciais.

Aplicações financeiras

São captações de recursos dos cooperados com a finalidade de repasse as pessoas físicas e jurídicas por meio de empréstimo e financiamentos.

• Podem ser aplicações com prazo determinado e taxas pré-fixadas que podem render o dobro das aplicações tradicionais como os CDI, por exemplo.

• Podem ser depósitos sob aviso com taxa pré-pós fixada, carência de 30 a 120 dias e possibilidade de resgate antecipado. Após a carência, o rendimento passa a ser diário e os rendimentos costumam ser maiores que os das cadernetas de poupança.

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(Fonte: Canal eletrônico com informações de www.geranegocio.com.br).